Era uma vez...

Cannabis em Amsterdã

“Amsterdã reforça planos para restringir turistas nos cafés que oferecem cannabis”, diz a manchete da reportagem que, embora atual, remeta a uma discussão antiga.

Lembro da conversa com um recepcionista do hotel, lá no ano de 2014, quando me disse que os governantes estavam restringindo as licenças dos coffeeshops. Ele mostrava-se preocupado: “Sem os coffeeshops o turismo vai cair. Tudo bem que Amsterdã tem arquitetura e bons museus. Mas as pessoas vêm para cá por causa dos coffeeshops.”

Não nego que concordo com ele. Muitas pessoas que visitam Amsterdã (independente de idade) o fazem pela liberdade de poder fumar um baseado sem julgamentos.

A Cannabis em Amsterdã

maço de cigarros de cannabis
maço de cigarros de cannabis

De fato, em Amsterdã, a cannabis está presente em diferentes tipos de estabelecimentos. Nas lojas de plantas, encontram-se sementes e vasinhos para serem cultivados em casa (embora exista um limite de 5 plantinhas). Enquanto que nas tabacarias encontram-se produtos para o consumo da cannabis (mas não a erva).

Uma presença contínua e natural da planta; sem preconceitos. Tanto que em nossa primeira vez em Amsterdã, achei divertido ver um casal no metrô que carregava um vasinho com a planta.

Assim, imagine minha surpresa quando descobri que, na Holanda, a cannabis não é legalizada. De fato, ela é apenas tolerada.

Uma tolerância tão grande que regulamenta os coffeshops: As cafeterias onde pode-se comprar cannabis para consumo.

E é impossível ignorá-los. Pois, enquanto caminhamos pela cidade, sentimos o cheiro da erva queimando quando passamos por eles.

A convivência foi aguçando nossa curiosidade a tal ponto que resolvemos conhecer um coffeeshop. Assim, escolhemos um que estava vazio. Desta forma, poderíamos apenas sentar, tomar um café e conversar. Afinal, o recinto é uma cafeteria e ninguém é obrigado a consumir cannabis.

Liberdade regrada

space cakes e chá de menta
space cakes e chá de menta

Nossa atendente era simpática e, na falta de outros clientes, pudemos conversar a vontade.

Assim, descobrimos que os coffeeshops devem obedecer a algumas regras: além de não vender bebida alcoólica, só podem vender até 5 gramas de cannabis a um cliente por dia.

A oferta varia de acordo com o coffeeshop. Mas, normalmente, através de um cardápio o cliente escolhe o tipo de erva e a forma desejada (pura, misturada ao tabaco, enrolada em cigarro…). Além disso, alguns coffeshops também vendem os space cakes (espécie de cupcake de cannabis).

Fotografias também são proibidas. Por isso, nossas fotos foram tiradas com permissão e em locais em que não havia mais ninguém. Afinal, tolerância também vem do bom-senso e do respeito aos limites do outro.

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